Em finais de Março de 1976, com 20 anos e no 2º ano/2º semestre do IST, inscrevi-me numa empresa que fazia as grandes reparações da Petrogal. A refinaria era onde hoje se situa a Expo 98 ou, mais modernamente, o Parque das Nações.
Ainda não conhecia a Chefe, mas convivi com amigos de Moscavide, eles também "operários" e foi através de um deles que 1 ano depois cheguei ao conhecimento da Gabriela. Ela e umas amigas foram ao I.S.Técnico, experimentar a nossa cantina e cairam como "moscas no mel". Ficaram 4 delas neste Grupo de amigos.
Voltando à Petrogal, a Torre que hoje vemos, tinha no alto uma chama ardente que não se extinguia. Apenas quando surgiam as grandes reparações.
Nessa zona, chamada de "isqueiro", trabalhei com mais uns "camaradas", quase todos de origem Africana. Quando baixávamos ao almoço ou no final do turno, a minha pele era da cor da deles!!! E escolhi o "isqueiro", não só por ser um desafio trabalhar a mais de 100 m de altura, mas porque o ordenado era de Esc 9600,00, ou seja Eur 48,00, por mês! Exactamente isso. No solo apenas pagavam Esc 7800,00 ( Eur 39,00 ). A altura tinha prémio de periculosidade que os meus colegas Universitários rejeitaram, à partida.
A Torre da Galp, é peça de museu que guarda muitas recordações. Incluindo as minhas. E da janela da Cuf Descobertas às vezes saltam-me à memória histórias desse tempo.
Hoje foi uma manhã de espera de exames da Chefe e por largos momentos tive filmes de histórias passadas no "isqueiro" da Torre a passarem à minha frente. Como se fosse há 34 anos...
HÁ 33 ANOS A HISTÓRIA PASSOU A SER OUTRA. BEM MELHOR, PORQUE TIVE SEMPRE UMA GRANDE COMPANHEIRA. QUE AINDA SEGUE AO MEU LADO!